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Setor de serviços cresce pelo décimo mês seguido, mas ritmo começa a perder força
O setor de serviços brasileiro segue em trajetória de crescimento, mas os dados mais recentes indicam que o ritmo dessa expansão pode estar começando a desacelerar.
Em outubro de 2025, o volume de serviços avançou 0,3% em relação a setembro, completando dez meses consecutivos de alta, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do IBGE
No acumulado do ano e também nos últimos 12 meses, o crescimento é de 2,8%. Apesar do resultado positivo, o número representa uma leve desaceleração em comparação com períodos anteriores.
Para o presidente do Sindecon-SP, Carlos Eduardo Oliveira Jr., o cenário é de avanço com cautela:
“Os dados mostram que o setor continua crescendo, mas em um ritmo mais contido. Isso indica que a economia segue em movimento, embora sem aceleração significativa.”
O setor de serviços é um dos principais responsáveis pela geração de empregos no país. Sua expansão tende a impactar positivamente o mercado de trabalho, especialmente em áreas ligadas ao consumo das famílias, logística e serviços empresariais.
Os resultados também refletem uma melhora gradual do consumo, especialmente nos serviços prestados às famílias e no transporte de passageiros. Esse movimento acompanha a recuperação lenta da renda e da confiança do consumidor.
No entanto, o desempenho dos serviços também traz desafios para a política econômica. Como o setor tem peso relevante na inflação, sua expansão pode manter pressões sobre os preços.
Segundo Carlos Eduardo, “mesmo com sinais de moderação inflacionária, o comportamento dos serviços ainda exige cautela por parte do Banco Central, já que esse segmento influencia diretamente o IPCA.”
O crescimento observado em todas as grandes atividades do setor, com destaque para os transportes, indica que a recuperação é relativamente disseminada, reforçando a resiliência da economia, ainda que em um cenário de crescimento moderado.
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