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Serviços sustentam a atividade econômica em meio à moderação do crescimento
O setor de serviços permanece como o principal pilar da economia brasileira em 2026. Responsável por aproximadamente 60 por cento do Produto Interno Bruto e pela maior parcela da geração de empregos no país, o segmento mantém a atividade em expansão, ainda que com sinais de desaceleração moderada.
De acordo com a Nota Econômica Semanal, assinada pelo presidente do Sindecon SP, Carlos Eduardo Oliveira Jr., os dados mais recentes da Pesquisa Mensal de Serviços divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indicam manutenção do crescimento do setor, porém com perda gradual de fôlego.
Crescimento moderado, mas consistente
O avanço anual tem oscilado entre 2 por cento e 3 por cento, superando a indústria em diversos períodos e confirmando o papel central dos serviços na sustentação do nível de atividade.
A forte correlação entre o desempenho do setor e o resultado agregado da economia reforça sua importância como indicador antecedente do ciclo econômico.
Segundo Carlos, o consumo das famílias permanece como principal vetor de sustentação da atividade, embora os efeitos defasados da política monetária restritiva e a acomodação gradual do crédito já comecem a produzir impactos no ritmo de expansão.
Inflação de serviços ainda é desafio
No campo inflacionário, a de serviços segue resiliente e representa um dos principais desafios macroeconômicos do momento.
Diferentemente dos bens industriais, os preços no setor são fortemente influenciados pelos custos do trabalho e pela dinâmica da demanda doméstica, o que exigirá cautela na condução da política monetária ao longo de 2026.
Mercado de trabalho mostra acomodação
No mercado de trabalho, o setor de serviços continua liderando a geração de vagas e desempenha papel central na transmissão do crescimento para a renda das famílias. Ainda assim, observa-se acomodação no mercado formal, em linha com a desaceleração gradual da atividade econômica.
A análise da Pesquisa Mensal de Serviços revela três movimentos simultâneos. O primeiro é a resiliência do consumo interno, que ainda sustenta o nível de atividade.
O segundo é a mudança estrutural do setor, com maior participação de serviços tecnológicos e empresariais.
O terceiro é a acomodação recente da atividade, associada ao ambiente de juros elevados e à menor expansão do crédito.
Transição para um crescimento mais sustentável
Para o presidente do Sindecon SP, o país entra na transição de um ciclo de forte recuperação para uma fase de crescimento mais moderado e sustentável.
O setor de serviços permanece como núcleo central da economia brasileira, influenciando o crescimento do PIB, a dinâmica do mercado de trabalho e a trajetória da inflação.
“O setor segue como o principal termômetro do ciclo econômico nacional. Sua expansão sustenta emprego e renda, mas também impõe desafios ao processo de desinflação”, afirma Carlos Eduardo Oliveira Jr.
O comportamento do setor nos próximos meses será determinante para definir o ritmo de crescimento do PIB e o espaço para eventual flexibilização da política monetária ao longo de 2026.
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