Comunicação > Notícias
Setor de serviços cresce em abril e reforça recuperação da economia brasileira
O setor de serviços voltou a crescer em abril de 2026 e reafirmou seu papel como principal motor da economia brasileira. Segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo IBGE, o volume de serviços avançou 1,2% em relação a março, recuperando a queda registrada no mês anterior. No acumulado do ano, o crescimento já chega a 2,2%, enquanto o avanço dos últimos doze meses alcança 2,9%.
O desempenho mostra que o setor continua sustentando a atividade econômica, impulsionando a geração de emprego, renda e consumo em um cenário de crescimento moderado.
Cinco segmentos registram crescimento
Todos os cinco grandes grupos pesquisados apresentaram resultado positivo em abril.
O maior avanço ocorreu em Outros Serviços, com alta de 2,2%. Na sequência aparecem os Serviços Prestados às Famílias (+1,4%), Transportes (+0,9%), Informação e Comunicação (+0,5%) e Serviços Profissionais e Administrativos (+0,4%).
Esse desempenho demonstra que a recuperação ocorre de forma relativamente disseminada entre as principais atividades do setor.
Serviços continuam impulsionando a economia
O setor de serviços representa a maior parcela do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Por isso, seu desempenho costuma antecipar a direção da atividade econômica.
Para Carlos Eduardo Oliveira Jr., presidente do Sindicato dos Economistas no Estado de São Paulo (Sindecon-SP), o resultado confirma a importância do segmento para o crescimento do país.
"O setor de serviços continua exercendo um papel fundamental na economia brasileira. Além de concentrar grande parte da geração de empregos, o segmento sustenta o consumo das famílias e contribui para manter a atividade econômica em expansão, mesmo em um ambiente de juros elevados."
Receita cresce acima do volume
Além da expansão do volume de serviços, a receita nominal apresentou desempenho ainda mais expressivo.
Na comparação entre abril e março, a receita aumentou 1,5%. Em relação a abril de 2025, o crescimento chegou a 8,1%. No acumulado de 2026, a alta é de 7,2%, enquanto, nos últimos doze meses, o avanço soma 7,5%.
Os números indicam que o faturamento das empresas do setor continua crescendo, apesar da desaceleração gradual da economia.
Confiança dos empresários melhora
Outro indicador positivo veio da Fundação Getulio Vargas (FGV).
Em junho, o Índice de Confiança de Serviços alcançou 90,8 pontos, registrando a segunda alta consecutiva. A melhora foi impulsionada, principalmente, pelas expectativas dos empresários para os próximos meses.
Apesar disso, o indicador permanece abaixo dos 100 pontos, nível considerado de neutralidade. Segundo a FGV, a evolução da confiança dependerá do comportamento dos juros, do endividamento das famílias e do cenário econômico internacional.
Crescimento deve continuar no segundo semestre
Os indicadores sugerem que a economia brasileira continuará crescendo ao longo de 2026, porém em ritmo mais moderado.
A expectativa é que o setor de serviços permaneça liderando essa expansão, especialmente nas atividades ligadas à tecnologia, comunicação e consumo das famílias. No entanto, a continuidade desse movimento dependerá da política monetária, da recuperação dos investimentos e da capacidade de consumo da população.
Serviços seguem como principal motor da economia
Os dados da Pesquisa Mensal de Serviços reforçam que o setor permanece como o principal responsável por sustentar a atividade econômica brasileira.
Mesmo em um ambiente de juros elevados e crescimento mais moderado, os serviços continuam expandindo o faturamento, criando oportunidades e fortalecendo o mercado interno. Para os próximos meses, a evolução da confiança empresarial e dos investimentos será decisiva para determinar a intensidade desse crescimento.
< Voltar